Renda no campo de MT supera a de São Paulo e é estimada em R$ 70 bi para 2018

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Em Mato Grosso, predomina renda com lavouras que respondem por R$ 55,5 bilhões, com destaque para a soja

A primeira estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) para 2018 em Mato Grosso é de R$ 70,2 bilhões, a maior do país. O VBP é a estimativa de receita a ser alcançada pelos produtores do Estado da porteira para dentro da propriedade.

Com essa previsão, o Estado supera estimativa até mesmo para São Paulo que deve alcançar renda de R$ 64,6 bilhões. Além disso, traz a liderança do valor de produção para a região Centro-Oeste. Os dados foram divulgados na sexta (16) pela secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em Mato Grosso, predomina a renda com as lavouras que respondem por R$ 55,5 bilhões, 78% do total previsto, com destaque para a soja (R$ 28,4 bilhões), algodão (R$ 17,2 bilhões) e milho (R$ 6,4 bilhões).

Na pecuária estadual, com receita estimada em R$ 14,7 bilhões, predominam as receitas de bovino (R$ 11 bilhões) e frango (R$ 1,8 bilhão).

Em São Paulo, as lavouras também se destacam  garantindo cerca de 70% da renda (R$ 45,5 bilhões), com grande predominância da renda gerada com a cana-de-açucar (R$ 24,5 bilhões), seguida da renda da soja (R$ 3,1 bilhões). Os números mostram que a renda da cana-de-açucar supera até mesmo a da pecuária no Estado, estimada em R$ 19 bilhões.

Juntos, os estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul representam 58% do valor da produção nacional.

Brasil

A primeira estimativa do VBP no país em 2018 é de R$ 516,6 bilhões, abaixo 4,9% do valor de 2017 (R$ 543,3 bilhões). As lavouras apresentam redução real de 6,2% e a pecuária, de 2,3%. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, parte dessa diferença entre as estimativas deve-se ao fato de o ano passado ter sido excepcional, tendo obtido o maior valor desde o início da série dessas informações. Nos levantamentos realizados pela Conab, sempre foram destacadas na produção da safra anterior as condições climáticas muito favoráveis. Outro aspecto, é o fato do mês de janeiro ser ainda quase um início da safra do ano, portanto, com informações ainda incompletas.

Os produtos com melhor desempenho no Brasil são algodão, com aumento real de 15% no valor, batata inglesa (11,1%), cacau (44,5%), café (5,8%), tomate ( 36,1%) e trigo (49%). Na pecuária, destaca-se carne bovina com desempenho positivo, depois de registrar durante o ano passado preços em baixa.

O grupo de produtos com redução do valor da produção inclui o amendoim (-7,1%), arroz (-16,4%), banana (-13,1%), cana-de-açúcar (-13,2%), feijão (-22,4%), laranja (-29,4), milho (-13%) e uva (-24,8%). Entre esse grupo, cana, laranja e milho tiveram em 2017 resultados excepcionais, que não estão se repetindo. Como são produtos que têm participação expressiva no VBP, explica Gasques, a redução do valor afeta os resultados deste ano.

Na pecuária, os resultados de suínos, frango, leite e ovos também são inferiores aos de 2017. Para esses, os preços mais baixos no período têm contribuído para um VBP mais baixo.

Entre os diversos produtos analisados, soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e café respondem por 52% do VBP de 2018, devendo gerar R$ 267,7 bilhões. (Com Assessoria)

Publicado por, Lana Motta RED NEWS

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